A poesia, sem barreiras, impecílios, impedimentos...


Há limites nas palavras, nas formas, no conteúdo, na semântica??


Elas descrevem o mundo, o universo, e a mim mesmo...






Primeira meditação. Sobre o amor indubitável



Onde eu percebo quem sou,


Para que sou, por que sou.


Lá eu me refaço me moldo.


Lá, de fato sei, existo.



E por mais que eu saiba,


Por mais que eu pense.


Por mais que imagine o sentir,


Só ali sei, de fato, como sou.



Ainda que eu sofra, ainda que eu morra,


Ainda que eu peque,


Que eu me desespere


Que anjos de vida, ou de morte, me carreguem.


Posso ainda contemplar este meu “espírito”


Que não desfalece!



Por mais que de tudo duvide


Ou perceba que nada mereço ter


Descarto todas as ilusões pretéritas,


Por que algo sei.


Eu sou mas sou...


Por você!




JONATHAS FRAGOSO CARVALHO


 

A aula de Balanco

 

A hora mais longa do dia

O minuto, disparate, a eternidade

Sonolentos segundos, milésimos bocejos

Impaciência impregnada de tempo...

 

A cadeira meio trôpega

Sustenta o encosto da consciência

A atenção difusa em idéias incongruentes

A aula acontecendo.

 

Lições de canção de ninar,

O roncar de uma nova esperança

A fadiga de noites “ganhadas”

Professor Balanco, fecha logo esta boca!

 

JONATHAS FRAGOSO CARVALHO

 

04-06-2008

 

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