Herdamos tudo, nada é realmente nosso...

O nosso destino,

Este está intrisecamente unido  ao nosso legado.

Herdo portanto daquele, o pessimismo, a ilusão, a incerteza, e a morte!

Um novo ano,

Velhas decepções...

Adubo pra novas esperanças?

 

 

 

 

Prognóstico

 

Descrevo a dor

Anestesiada em minhas próprias palavras.

Ainda assim,

Delicadamente, cumpro o mesmo efeito do discurso.

 

Sano conflitos, perturbo a insanidade.

Alcanço a alma enferma.

Fragmentos difusos do Eu

Vislumbram nisto esperança?

 

Dissolvo-me por tal ser

Enquanto me destruo em mim mesmo.

Sou sua única cura

E a minha própria enfermidade.

 

 

 

 

 

Jonathas Fragoso Carvalho

 

 

 

 

 

Epitáfio primeiro.

 

 

Lágrimas nunca apagarão

A sujeira deste meu corpo.

Choro apenas interiormente,

Regando o orgulho que ainda me resta!

 

Portanto percebo, o coração já foi uma tábua rasa.

Hoje porém, rabiscado de mágoas

Relembra amores que jazem,

Com o nome tatuado

Na lápide de sua própria morte.

 

A marca, o coração e o falecimento

O corpo, a sujeira e tênues lágrimas.

È o que resta a Alma que antes desenhara

Um grande futuro nos seus finitos sonhos.

 

 

Jonathas Fragoso Carvalho

 

[ ver mensagens anteriores ]