As mais doces lembranças, ainda que de momentos amargos são consolo a saudade do poeta...

 

IRMÃOS

 

Sábado ensolarado.

Irmãos unidos.

Do suor a beleza

Os pobres trabalhos,

Conosco, é nobreza.

 

Vivacidade nos olhos

Alegria em teu sorrir

A vida dos teus cabelos castanhos

Intrínsecos em sua face feliz.

 

O sol que castiga o solo

Consola o coração.

A boca que hora murmura

Desperta em mim tal canto.

 

Nós somos felizes!

Pois entre amigos de sangue

Acham-se mais do que raízes,

Mas frutos de alegria e união,

Cultivando minha própria vida em vocês.

 

 

 

JONATHAS  CARVALHO

 

Aos meus cinco irmãos...

 

A aula de Neuza

 

 

O vácuo pensante, mentes no vácuo

Que falam, que produzem; amor, sexo, amor.

Tudo nesta dilatada sala.

 

De uma figura tão bizarra quanto a mestra em direito,

Vislumbra-se em seu rosto o vácuo da beleza.

Neuza, Creuza, Glória, Virgínia, Ivonete, Eunice.

Mais difícil que inferir seu nome

Era concentrar-se na sua fala.                                           

 

Mirando sua boca pachouchada,

Notava-se uma certa tortuosidade das palavras,

Em minha mente, suavemente

Soava-se o nada.

 

Cerrados, querem que se encerre

Lição de pachorra e fleuma positivadas.

Em toda história da crônica e da poesia,

Nunca se viu aula tão tosca, seca, chata e vazia.                                                  

 

 

 

 

JONATHAS FRAGOSO CARVALHO

 

 

 

Nova série de poesias, mudando um pouco a forma de escrever e pensar...

                                                                                                  

 

AS FLORES

 

Na sabedoria

Que não digo

Que não faço

Que ensaio

Que atalho

Pro nada

Sem sabedoria

Pro tudo

Com doutrinas

Que não são contrárias

Mas de vida.

As flores!

São só símbolos

A essência

É real

Sem mal

Só pela rima

Tudo não faz sentido algum.

 

 

 

JONATHAS FRAGOSO CARVALHO

 

 

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