Esta é uma poesia mais nostálgica, mas não menos pessimista...

Meus Ares

 

Busco singelamente a mim

Nos corpos que derivam ao ar.

Inalo o prazer da alma,

Que os pulmões rejeitarão.

 

Leve brisa que empurra-me ao cânion,

Sopro da inconsciência, seu prazer vencerá o medo?

Nostálgicos ventos de velhos amores ,

Incertos, inseguros nem todos românticos ,

Mas como são ventos, passaram.

 

Passa-se também os tornados

Conturbados,

Inseguros,

Rápidos.

Contudo nunca mais fui o mesmo!

Amores fortes, também frios,

São para amadurecer.

 

Esta presente calmaria

Parece constante

Nunca foi tão calmo

Nem tão importuno!

 

 

 

JONATHAS FRAGOSO CARVALHO

 

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