Desmerecidas, Imprecisas, inexatas...
Mas nunca desperdiçadas, assim são as Palavras!

Nosso Amor
Era pra ser perene, e foi
Sublime, profundo e simples
Mas foi.
Vivo, intenso, belo.
Era pra ser diferente
Confortante, esperançoso
Alentador. E foi.
Podia ser apaixonante,
Místico, forte, abalador.
Era pra ser delicado,
Doce, afetuoso e arrebatador.
E tudo isso foi.
Fosse inesperado, fosse novo, fosse maduro,
Fosse nós dois.
Mas foi...
Perfeito!
Jonathas Fragoso Carvalho
E se foi . . .
Novo estilo...
Santificado seja!
o Amor...

Santo
E no mais recluso canto
Entoa o mais triste pranto
Talvez não padecesse tanto
Se não negasse esta dor!
Acreditei neste encanto
Buscar nas chagas de um santo
Lindo sublime e portanto,
Desperta estranho pavor.
Está sozinho é por enquanto
Quando estenderes seu glorioso manto
Me arriscarei, mas só contanto
Que me envolva em seu singelo amor...
Jonathas Fragoso Carvalho
In Feliz 2010?
Sempre começo o ano com novas publicações, sempre no estilo pessimista
mas nunca no conformismo perene nestes dias. Desfrute da boa leitura neste
que já é teu pequeno mundo.




Meu sentimento
O corpo reluta, a rejeita, mesmo assim se subjuga
A mente a comanda, sem direção propósitos.
O “ego” iludido, a incerteza perene,
Aflito, o espírito se recolhe.
As forças concentram-se...
Tente derrubar este pescoço de pedras.
Tente mirar alem dos muros.
Tente corroer o peso das costas!
Não há em si nenhuma maldade,
Não existe em ti alguma certeza.
É vão fugir, apenas contemplo
E desesperadamente se revela
A ansiedade.
Jonathas Fragoso Carvalho
24\06\07

È difícil pensado.
Em um homem de cantos,
Canteiro.
Na solidão do dia cheio,
Constrói, tudo em massa cinza
Cor dos edificios
Sonhados em sono de pedra.
Firma a rocha! È fundamental
Que não exista fundamentos
Por que no fundo, lá no fundo
Se arremata a sólida inexistência.
Projetos de um novo marco,
Arquiteta uma vida futura
Edifica as paredes, muros altos...
Fixam os contornos,
Se determina o limite.
Aprecia agora o acabamento.
Finaliza o não planejado.
Assina-la o destino inexequivel,
È inevitável!
Implode mais uma vez este sonho...
Jonathas Fragoso Carvalho
08\11\09

No principio era o Verbo, a Palavra...
Ela, a Palavra, traz a realidade coisas inexistentes, é da palavra
A origem
das coisas, dos seres, dos pensamentos e de mim mesmo...
De mim, dou origem a alguns versos, frases, palavras, poesias...
Da primeira fala faz-se um poeta, e da primeira poesia faz se um universo...
Eis abaixo minhas primeiras palavras, ainda envolvidas com a imaturidade de quem acaba de nascer... Nasce aqui, da palavra, o Poeta!

AMOR DESPERDIÇADO
Lágrimas brilham na face
Escondidas com sentimentos pobres,
Pureza na fala mansa e inquieta
Retrata a falta do que é nobre.
São insignificantes tratados por teus olhares.
Tuas palavras doces me trouxeram estrago.
Meus ilustres devotos desperdiçados
E subjugados a teu fogo de amor
Que apaga-se em minha constante dor.
A noite sem sua voz é solitária,
Sem teu olhar é sem brilho,
Nenhum atrativo ao meu cansado coração.
Só assim descanso...
Durmo...
Enfim sonho.
A irrealidade do sonhar é mais bela que do teu amor
A ilusão
JONATHAS CARVALHO
Nos tempos de escola não se tem muito sobre o que falar, fala-se do nada pro nada...

CONVERSA TRIVIAL
Conversa fácil, língua amena.
Rostos ansiosos, dizeres passivos
Prosa pausada, fala-se o explícito
Convenhamos,
Paramos,
Pensamos,
Arrastamos assuntos
Releva-se o mundo
Não complica-se explica-se
O grupo é unanime
O tempo se passa a esmo.
Pausas intertíscias a pensamentos infames
Agora se revela na mais brilhante
Filosofia do pausar
É...
Hã...
Hum...
A poesia, sem barreiras, impecílios, impedimentos...
Há limites nas palavras, nas formas, no conteúdo, na semântica??
Elas descrevem o mundo, o universo, e a mim mesmo...

Primeira meditação. Sobre o amor indubitável
Onde eu percebo quem sou,
Para que sou, por que sou.
Lá eu me refaço me moldo.
Lá, de fato sei, existo.
E por mais que eu saiba,
Por mais que eu pense.
Por mais que imagine o sentir,
Só ali sei, de fato, como sou.
Ainda que eu sofra, ainda que eu morra,
Ainda que eu peque,
Que eu me desespere
Que anjos de vida, ou de morte, me carreguem.
Posso ainda contemplar este meu “espírito”
Que não desfalece!
Por mais que de tudo duvide
Ou perceba que nada mereço ter
Descarto todas as ilusões pretéritas,
Por que algo sei.
Eu sou mas sou...
Por você!
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO

A aula de Balanco
A hora mais longa do dia
O minuto, disparate, a eternidade
Sonolentos segundos, milésimos bocejos
Impaciência impregnada de tempo...
A cadeira meio trôpega
Sustenta o encosto da consciência
A atenção difusa em idéias incongruentes
A aula acontecendo.
Lições de canção de ninar,
O roncar de uma nova esperança
A fadiga de noites “ganhadas”
Professor Balanco, fecha logo esta boca!
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
04-06-2008
Herdamos tudo, nada é realmente nosso...
O nosso destino,
Este está intrisecamente unido ao nosso legado.
Herdo portanto daquele, o pessimismo, a ilusão, a incerteza, e a morte!
Um novo ano,
Velhas decepções...
Adubo pra novas esperanças?

Prognóstico
Descrevo a dor
Anestesiada em minhas próprias palavras.
Ainda assim,
Delicadamente, cumpro o mesmo efeito do discurso.
Sano conflitos, perturbo a insanidade.
Alcanço a alma enferma.
Fragmentos difusos do Eu
Vislumbram nisto esperança?
Dissolvo-me por tal ser
Enquanto me destruo em mim mesmo.
Sou sua única cura
E a minha própria enfermidade.
Jonathas Fragoso Carvalho

Epitáfio primeiro.
Lágrimas nunca apagarão
A sujeira deste meu corpo.
Choro apenas interiormente,
Regando o orgulho que ainda me resta!
Portanto percebo, o coração já foi uma tábua rasa.
Hoje porém, rabiscado de mágoas
Relembra amores que jazem,
Com o nome tatuado
Na lápide de sua própria morte.
A marca, o coração e o falecimento
O corpo, a sujeira e tênues lágrimas.
È o que resta a Alma que antes desenhara
Um grande futuro nos seus finitos sonhos.
Jonathas Fragoso Carvalho
Existem situações, episódios ou fatos que aos nossos simples olhares passam desapercebido,
Mas nunca na visão do poeta
Este, nos mais trivias acontecimentos inspira a arte...

Correntes de rosas vermelhas
Atam meus pés e mãos.
A força própria se contém
Subjugados a este membro fraco,
O coração
Que não é mais tão fraco
Ganha em si mesmo a razão
Em seus lábios busca o motivo.
Sou escravo do meu coração
E ele de ti.
Rendo-me a este sentimento
O teu sentimento.
Em minha vida se torna o alento
Da mente, do corpo, da alma.
És agora meu tudo
Minha senhora amada.
Rendo-me agora a ti,
Ó flor avermelhada!
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
As mais doces lembranças, ainda que de momentos amargos são consolo a saudade do poeta...

Sábado ensolarado.
Irmãos unidos.
Do suor a beleza
Os pobres trabalhos,
Conosco, é nobreza.
Vivacidade nos olhos
Alegria em teu sorrir
A vida dos teus cabelos castanhos
Intrínsecos em sua face feliz.
O sol que castiga o solo
Consola o coração.
A boca que hora murmura
Desperta em mim tal canto.
Nós somos felizes!
Pois entre amigos de sangue
Acham-se mais do que raízes,
Mas frutos de alegria e união,
Cultivando minha própria vida em vocês.
JONATHAS CARVALHO
Aos meus cinco irmãos...
A aula de Neuza
O vácuo pensante, mentes no vácuo
Que falam, que produzem; amor, sexo, amor.
Tudo nesta dilatada sala.
De uma figura tão bizarra quanto a mestra em direito,
Vislumbra-se em seu rosto o vácuo da beleza.
Neuza, Creuza, Glória, Virgínia, Ivonete, Eunice.
Mais difícil que inferir seu nome
Era concentrar-se na sua fala.
Mirando sua boca pachouchada,
Notava-se uma certa tortuosidade das palavras,
Em minha mente, suavemente
Soava-se o nada.
Cerrados, querem que se encerre
Lição de pachorra e fleuma positivadas.
Em toda história da crônica e da poesia,
Nunca se viu aula tão tosca, seca, chata e vazia.
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
Nova série de poesias, mudando um pouco a forma de escrever e pensar...

AS FLORES
Na sabedoria
Que não digo
Que não faço
Que ensaio
Que atalho
Pro nada
Sem sabedoria
Pro tudo
Com doutrinas
Que não são contrárias
Mas de vida.
As flores!
São só símbolos
A essência
É real
Sem mal
Só pela rima
Tudo não faz sentido algum.
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
Um momento um tanto nostálgico dedicado a essa amiga e irmã...

Continua...
É sempre em você que convergem meus pensamentos,
Cativa-os todos.
Apreende a minha alma todos os dias,
Imerso nas lembranças de outrora.
Não forço os versos para não errar a frase
Para não desligar estes grilhões,
Que me cerram nos meus próprios sonhos.
A doce sensação de sua presença,
Ainda que por frações de lembranças
Desperta o mais nostálgico sorriso
E a mais profunda saudade.
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
Meu único poema até então que dedicarei a alguèm...

Divagando nestes sonhos
Meu vício certo, pensar nestas palavras...
Degustando esdruxulamente a esperança,
Que evade do seu discurso mudo.
Talvez seus olhos não falassem tanto
Se não chorassem menos.
Vejo agora o brilho da tristeza
Da paixão não consumada
Da frase travada na boca,
Do beijo preso neste sonho,
Do abraço preciso do desprezo
Vou divagando então nas lembranças
De um pretérito ainda futuro
De pretender de ter um dia.
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
28.07.2006
Depois de muitos séculos sem alguma publicacão
Volto com alguns poucos versos
Complicados
Secos
Vazios
e meus!

A porta que se abre.
O portão que se fecha.
O brilho que se ofusca.
O medo com a noite, Preta.
Ah! Preta!
Vá com sua tristeza
A porta que te acolhe
É a que te despreza.
Náuseas vômitos e porcarias
Misturam-se com sua imagem,
Que já não é tão boa.
Por que vives a toa!?
Meus braços que te espancam
Já te deram carinho,
Mas me deixaste sozinho
Foi quando noite caiu
Sem sentimentos me traiu
Você não me obedeceu
Não me obedeceu.
Sabe preta,
Para mim, tudo acabou!
JONATHAS FRAGOSO CARVALHO
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